Porque as Aulas de Inglês Tradicionais Não Funcionam?

Escrevi este artigo com a missão de responder a dúvida de muita gente sobre a ineficiência das aulas de inglês tradicionais. As pessoas que acompanham meu trabalho sempre me fazem esta pergunta e neste artigo vou falar de maneira clara e objetiva sobre o que torna as aulas tão entediantes e porque elas dão tão pouco resultados.

Bem, eu ensino inglês há mais de 10 anos e neste período e com esta experiência desenvolvi um visão clínica sobre o que funciona e não. São muitos os fatores, alguns bem simples de serem entendidos e outros de natureza mais subjetiva. Mas posso dizer que na grande maioria dos casos o que mais contribui para a resultado ruim das aulas de inglês tradicionais é que elas ferem ao processo natural de aprendizado.

Isso ocorre de suas maneiras. Os tópicos que vou abordar bem objetivamente são grandes responsáveis por deixar as aulas de inglês enfadonhas e improdutivas. Se você já iniciou um curso de inglês há grande chances que já tenha passado por isso e se identifique. Vou falar sobre eles detalhadamente:

 

Focando na Gramática

3-essential-english-grammar-rules

A gramática não é ruim por si só. Ela tem uma função. O seu objetivo é normatizar o uso da língua. Dar a ela um padrão para que mantenha unidade. No entanto, ela não produz fluência. Ela serve a quem já sabe se comunicar no idioma para estabelecer parâmetros.

Pense bem, uma criança americana começa a estudar gramática por volta de 10 anos de idade quando já possui grande capacidade de comunicação no idioma, incluindo leitura e escrita. Estudar a gramática vai lhe dar instrumentos para corrigir eventuais erros e aparar as arestas.

banner_blog

Quando as escolas de inglês focam no ensino de gramática para promover fluência a pessoas que ainda não tem capacidade mínima de comunicação estão investindo em um processo anti-natural, que na maioria das vezes gera engessamento. Ou seja, a pessoa ainda que tenha um bom vocabulário acaba ficando travada por não conseguir unir os pontos em frases coerentes.

 

Memorização Artificial de Vocabulário

english-vocabulary-words

Quando o assunto é a aquisição de vocabulário muitas aulas de inglês como conhecemos também erram ao promover uma estratégia de aquisição não natural. Os estudos de neurociência já comprovaram que o nosso cérebro é extremamente seletivo. Ou seja, ele não armazena todas as informações que processa da mesma forma. Ele escolhe quais informações ficam armazenadas em “arquivos” de acesso fácil – ou seja, as informações que nos lembramos com mais facilidade.

Esta seleção é baseada em associações e relevância. Isto significa que você irá armazenar na memória de longo prazo e fácil acesso as informações que te remetem a determinada situação e, de maneira ainda mais intensa, as que são mais relevantes. Neste contexto tentar memorizar uma lista de palavras e significados com traduções é, sem dúvida, a mais ineficiente de todas as formas de ampliar seu vocabulário, e, infelizmente sabemos que é a mais usada.

 

O Que Fazer?

Como eu disse que o erro é justamente focar em processos não naturais a resposta é bem óbvia. Para obter resultados é preciso investir em processos naturais de aprendizado, que não só dão resultados como também podem ser prazerosos.  O ideal é que as aulas sejam contextualizadas e favoreçam a aquisição de vocabulário e capacidade comunicativa de maneira intuitiva.

 

Minha Contribuição

No Curso Propulsão para Fluência que eu desenvolvi aplico estes parâmetros de maneira simples para produzir resultados em tempo reduzido. Como 80% do aprendizado está focado em apenas 30% do vocabulário é possível começar a falar inglês bem mais rápido do que se imagina focando nas coisas certas. É é isso o que tive em mente ao produzir as aulas.

Para assistir ao vídeo que preparei e saber mais sobre este curso e esta metodologia clique aqui

Espero que tenha gostado. Take care!

 

banner_blog