Qual o Papel da Gramática no Aprendizado de Inglês?

Eu costumo dizer nos meus treinamentos que prefiro não forçar meus alunos a aprender inglês de maneira metódica, memorizando listas intermináveis de regras de gramática. Mas isso não quer dizer que eu acredito que ela deve ser abolida. De forma alguma, ela tem sua importância principalmente se você já possui capacidade de comunicação, ou seja, se você já fala e precisa polir sua comunicação.

Se você estiver no nível iniciante, não se preocupe em falar corretamente agora. Neste estágio, o importante é falar, perder o medo de comunicar-se. Portanto, sua preocupação no momento será apenas na construção de vocabulário para que a comunicação aconteça.

Se você estiver no nível intermediário, agora sim é a hora de começar a refletir e corrigir possíveis erros nas estruturas frasais errôneas, baseando-se na gramática, pois seu objetivo será uma fluência de forma correta. Mas é importante que isso ocorra naturalmente de forma intuitiva.

Quando a Gramática Pode Ser Útil?

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Existiram pessoas que dirão que estudar gramática não é nada motivador, pois é o que vemos em todas as escolas desde o ensino fundamental, mas, em um estágio mais avançado no aprendizado da língua, será necessário um pouco de dedicação nesse aspecto.  Especialmente se você tem interesse em trabalhar com inglês – ensinando ou em alguma empresa – ou se pretende estudar no exterior.

Segundo Scott Thornbury, os métodos mais importantes da Língua Inglesa tratam a gramática da seguinte forma: 

  • Gramática – tradução: conteúdo totalmente baseado em regras gramaticais e os tópicos são traduzidos na língua materna. É o que já mencionei acima e que acontece nas escolas regulares. O foco são apenas as regras gramaticais e a comunicação é deixada um pouco de lado.
  • Método direto: as pessoas vão aprendendo a gramática na medida em que vão utilizando a língua naturalmente. Dessa forma, o privilégio é o desenvolvimento da habilidade oral.
  • Audiolingual: o ensino das estruturas gramaticais é feito de forma gradual até chegar à automatização, conseguida através de exercícios de repetição.
  • Abordagem comunicativa: destaca-se a comunicação e a gramática é praticada de forma “disfarçada” sob o título de funções da língua.
  • Gramática contextualizada: apresenta-se uma situação real para contextualizar a apresentação ou prática da estrutura a ser estudada.

 

Lembre-se de que os erros gramaticais devem ser corrigidos de forma adequada para que a repetição dos mesmos não se torne um hábito de difícil correção. Falar fluentemente é um estágio que todo mundo quer alcançar e, se essa fluência for gradualmente correta, melhor ainda.